
“Ele tem muito menos amigos que o Flávio e ainda se enrolou com fake news e atos antidemocráticos, o que deve complicar a sua situação”, disse um integrante de corte superior
As investigações sobre um esquema de rachadinha no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, no Rio, têm levado ministros e membros do Ministério Público Federal a considerarem a situação do filho do ex-presidente Bolsonaro mais complicada do que a do senador Flávio Bolsonaro, que já foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo um ministro de tribunal superior, a situação de Carlos é diferente da de Flávio, pois ele não terá uma rede de proteção, uma vez que seu pai não é mais presidente.
Carlos é investigado pelo Ministério Público por suspeita de que seu chefe de gabinete tenha recebido R$ 2 milhões em créditos depositados por servidores. Carlos ainda enfrenta dificuldades por não ter as mesmas conexões políticas e jurídicas do irmão, que influenciou na indicação de membros de tribunais durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Um membro do Judiciário afirmou que Carlos possui menos amigos do que Flávio e se envolveu em questões relacionadas a fake news e atos antidemocráticos, o que pode complicar sua situação.
Outro fator desfavorável é o fato de seu pai estar sendo alvo de diversas investigações, incluindo ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que podem torná-lo inelegível, além de inquéritos relacionados a fake news, milícias digitais, ataques terroristas de 8 de janeiro e uma suposta interferência indevida na Polícia Federal. (Site 247)



