É preciso seguir alguns passos. Isso requer dedicação, pois ninguém nasce inútil, torna-se inútil

Em seu artigo, o jornalista Mário Corso (GZH) descreve de forma irônica como criar um filho inútil, passando por diferentes aspectos como a falta de responsabilidades dentro de casa, ausência de regras à mesa, incentivo a estudar apenas para as provas, troca constante de esportes e hobbies, falta de exemplo dos pais e atendimento a todos os caprichos.
Existe uma tendência natural dos filhos acreditarem que seríamos mais ricos e poderosos do que somos. Se você conseguir manter essa ilusão, é meio caminho andado. Ele vai sentir-se como um futuro herdeiro.
A etiqueta à mesa está ultrapassada, ele pode sair da mesa para voltar ao videogame, ou ainda comer sozinho no quarto. Isso instala a magia da louça: agora suja sobre a mesa, aparecerá limpa e no mesmo lugar na refeição seguinte. Só devem ser familiares a ele a geladeira e a despensa de alimentos prontos.
Na escola, caso a direção o chame, fique ao lado dele. Se conseguir boas notas, não elogie o esforço, chame o de gênio. Instale uma visão pragmática, estudar só para a prova e vestibular. Isso garante que ele não se apaixonará pelo saber. Igual, o dinheiro pode lhe dar um diploma.
Cuidado com os esportes. Se ele apegar-se a uma prática e perseguir melhores performances, pode desenvolver a perseverança e a tolerância à frustração. A qualquer mínima queixa, troque de esporte. O mesmo vale para música.
Ao fazer tudo isso, o filho se tornará inútil e dependerá dos pais para tudo, inclusive financeiramente.



