
Especialistas dizem que a licitação é “viciada” e deve ser anulada.
Uma compra de 500 fuzis pela Polícia Civil do Rio com recursos liberados pelo senador Flávio Bolsonaro no Ministério da Justiça foi marcada por série de indícios de direcionamento e conflito de interesses envolvendo um dos policiais responsáveis pela parte técnica da licitação.
A Sig Sauer, gigante da indústria bélica com sede nos EUA, venceu o pregão em julho com a oferta de R$ 3.810.442,05 (2% abaixo do teto estipulado), mas a compra só foi concretizada cinco meses depois, quando Flávio conseguiu a liberação de R$ 3 milhões com a Secretaria Nacional de Segurança.
Fabricantes de armas viram restrições à concorrência no edital e também levantaram suspeitas de direcionamento. Especialistas dizem que a licitação é “viciada” e deve ser anulada. A Polícia Civil nega ter favorecido a Sig Sauer e alega que a licitação foi auditada por órgãos públicos.
Flávio Bolsonaro e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), não se manifestaram.



