Três mulheres que depredaram o Palácio do Planalto e aguardam o fim de seus julgamentos no Supremo, tentaram fugir para o Uruguai no dia 16 de janeiro.
A embaixada do Uruguai manteve sigilo sobre os pedidos de refúgio.
As condenadas são Alethea Verusca Soares, sentenciada a 16 anos e seis meses; Rosana Maciel Gomes, a 13 anos e seis meses; e Jupira Silvana da Cruz Rodrigues, cujo julgamento foi pausado.
Embora Alethea e Rosana já tenham sido condenadas, seus processos ainda estão abertos a recursos.
O julgamento de Jupira foi interrompido e aguarda a continuação no plenário físico do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do ministro André Mendonça.
O advogado das manifestantes confirmou a tentativa de fuga e alegou que as condenações foram sem provas, acrescentando que suas clientes foram submetidas a torturas e buscam legalização em outro país por temerem por suas vidas.
As mulheres, cujos passaportes estão retidos por ordem do STF, estão em paradeiro desconhecido, após terem deixado o Uruguai.
O relato indica que elas e outras duas mulheres, ainda não denunciadas, tentaram se refugiar junto a um grupo maior de 84 pessoas com intenções semelhantes.



