
A cidade tem uma das câmaras mas enxutas do estado. O salário dos vereadores mal passa de 2 mil
(João Lemes) Fui assistir a uma sessão da Câmara e notei debates de alto nível. Por mais que falem em roçadas, lâmpadas, ruas, calçamento, buracos etc, isso não desqualifica nem um pouco a vereança. São esses os assuntos que uma cidade do interior precisa saber.
Perto do Cachaço?
Em Nova Esperança as pessoas se conhecem tanto que viram ponto de referência. Em vez dos vereadores falarem o nome da rua, dizem “perto de fulano”, de beltrano, de sicrano. Isso quando não falam os apelidos tais como Miúdo, Cabecinha, Cachaço…

Um exemplo é a economia nos salários
Cada um recebe pouco mais de 2 mil. Além disso, as bancadas não têm assessores. São apenas quatro funcionários: um efetivo, um assessor, um jurídico e uma diretora geral. No ano passado o vereador Magno devolveu mais de 200 mil em economia para a Prefeitura. E neste ano o presidente Márcio Munareto, do PP, manteve a ordem de poupar.
Os pedidos a cada sessão são simples, e devido a proximidade dos vereadores da população todos se conhecem por apelidos, como é costume em toda cidade do interior. Na reunião passada, por exemplo, um vereador pediu a troca de lâmpada na frente do Bar do Miúdo e na frente da casa do Cachaço.


Discursos afinados
Como de costume, três partidos ocupam cadeiras no legislativo: PP, PDT e o PL, que foi fundado meses antes do último pleito. A renovação também atingiu mais da metade dos vereadores e apenas Rodrigo Pivoto e Sadi Cogo foram reeleitos, No entanto, engana-se quem pensa que os novatos não estão com os discursos afiados.


A dupla do PL, Magno Gabert e Daniel Frizzo, tem a política no sangue. Magno viu a mãe Nedi discursar na tribuna que ele usa hoje. Já Daniel, além de ter herdado a semelhança e a voz do tio Beto Frizzo, também se inspirou no pai Cláudio Frizzo que foi vereador. Os dois fazem uma oposição inteligente. E sem ofender ou xingar, cobram melhorias e cutucam os setores mais parados da Administração.


As mulheres estão bem representadas
Ao longo dos últimos mandatos as mulheres sempre tiveram uma representante. E neste mandato não é diferente. Francieli Godois (PP) é a representante do público feminino. Ela se ausentou para realizar o sonho de ser mãe. Como toda mulher, sempre sorrindo e com um carisma especial, ela quebra os discursos mais acalorados e ao mesmo tempo é firme nas cobranças e pedidos de esclarecimentos.

Os Brasil têm seu galo
A família Brasil adora estar no meio da política. O professor Benhur já foi secretário de Educação, assim como Claúdio Brasil e Cesar que também ocuparam cargos nas administrações do PP, mas neste mandato coube a Cristiano Brasil ocupar um lugar no Legislativo e representar a turma. O guri é bom, cheio de ideias, como todo político, conhece a maioria dos moradores da cidade.



Ala de veteranos
Rogê Vencato, Sadi Cogo, e Dute Franco, ambos do PDT, integram a ala de veteranos do Legislativo. O trio é águia e sabe como lidar com os mais novatos na hora de defender os interesses da Administração. Cabe sempre a eles ouvir os puxões de orelhas e responder em nome do governo quando a lenha começa a pegar fogo. Dute ficou fora da política no mandato anterior quando perdeu a eleição para Antão e Rogê. Ficou na suplência, retornando neste mandato.

Daqui pode sair o vice
A quem diga na cidade que o vice de Segatto para enfrentar o jovem Ivori Júnior pode sair da dupla de vereadores do PP. Nenhum deles confirma o interesse para não queimar na largada, mas enquanto isso os dois seguem fazendo um bom trabalho no Legislativo, conquistando emendas com seus deputados e cobrando melhorias na cidade. Márcio foi secretário de Agricultura e um dos destaques na administração de Antão.
Rodrigo foi o vereador mais votado. Na administração passada assumiu a secretaria de Saúde antes da pandemia, zerou a fila de exames e ainda, com ajuda da equipe de saúde, conseguiu manter a cidade livre do coronavírus por muito tempo.



