O bovino uma vez atacado e contaminado, certamente vai morrer. Não há cura. O que existe é a prevenção com vacinas a um custo relativamente baixo.
O médico veterinário Gustavo Felipe Lopes, assisense dono da empresa Procriar, esteve na rádio Nova Pauta e fez uma análise da raiva bonina na região. Sabe-se que Itacurubi e Santiago já possuem focos dessa doença que há anos não se via por aqui.
- Gustavo explicou que o morcego hematófago, transmissor do vírus, refaz seu habitat ora em cavernas, troncos e pode ir mudando de lugar devido ao desequilíbrio da natureza (seca ou chuva em excesso). O bovino uma vez atacado e contaminado, certamente vai morrer. Não há cura. O que existe é a prevenção com vacinas a um custo relativamente baixo. O veterinário lembrou ainda que a rês contaminada não passa a doença para outros.

A doença
A raiva Herbívora (que acomete bovinos e equinos) é uma enfermidade fatal, causada por um vírus. O principal transmissor é o morcego hematófago. Este morcego tem como habitat preferencial, cavernas e furnas de matas fechadas.
Sintomas
Os sintomas clássicos são ligados a uma paralisia muscular. Os primeiros sinais aparecem em 30 dias da infecção e iniciam com mudanças de comportamento, afastamento do rebanho e perda de apetite, com paralisia das patas posteriores e em 3 a 5 dias o animal está deitado, com pernas e pescoço espichados, uma contração da musculatura facial, geralmente com os dentes à mostra.

“Ao notar sinais de mordedura ou neurológicos no animal (sintomas da raiva bonina) a Secretaria de Agricultura ou Inspetoria devem ser comunicadas. Sem os dados é difícil combater a doença”, explica Gustavo Felipe Lopes, médico veterinário assisense.
Cuide-se! Jamais manuseie morcegos vivos ou mortos sem luvas de proteção!



