Cuba – Alto-falantes e funcionários com megafones passaram a transmitir informações importantes durante as interrupções da internet. O serviço depende da eletricidade e deixa milhões de celulares sem conexão nos períodos de blecaute.
Os apagões
Desde o fim de 2024, Cuba registrou 11 apagões em todo o país. No mais recente, iniciado no domingo (2), os 9,6 milhões de habitantes ficaram quase 48 horas sem luz. Foi o sexto blecaute generalizado de 2026.
A crise energética
O sistema elétrico enfrenta falta de combustível e problemas em centrais e usinas termelétricas antigas. Segundo os relatos, em muitos dias a energia funciona por apenas duas horas. O embargo imposto pelos Estados Unidos também agravou a situação.
Os celulares
Moradores com melhores condições usam painéis solares e baterias enviados por familiares que vivem nos Estados Unidos. Outros procuram hospitais, clínicas, prédios públicos e instalações de telecomunicações que possuem geradores para carregar os aparelhos.
A alimentação
Sem eletricidade, muitas famílias recorrem ao carvão e à lenha para cozinhar. A falta de refrigeração obriga os moradores a comprar alimentos diariamente. Cubanos também relatam aumento nos preços e falta de produtos no comércio.
A saúde mental
Os problemas repetidos aumentaram o estresse e a incerteza entre estudantes, trabalhadores e aposentados. Mães com bebês, idosos, doentes e famílias mais pobres estão entre os grupos mais prejudicados.
O apelo internacional
Especialistas em direitos humanos da ONU condenaram as medidas recentes dos Estados Unidos contra Cuba. Eles pediram uma reação da comunidade internacional e alertaram que alimentos não devem ser usados como forma de pressão política.
(Redação, João Lemes. Fonte: g1)
(Redação, João Lemes. Fonte: Veja Gente)
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