Através de cards, ele responde perguntas como “quantas sacas de soja são necessárias para comprar uns óculos de sol ou um apartamento de 300 mil”, contextualizando as mudanças de preço da soja e como isso afeta diretamente a vida financeira dos produtores.
Para os óculos de sol, avaliado em R$ 800, a quantidade de sacas necessárias variou de quatro, quando a soja estava a R$ 200 por saca, em março de 2023, para sete sacas à medida que o preço caía para R$ 114.
Já para um apartamento de R$ 300 mil, a quantidade de sacas necessárias aumentou de 1,5 mil para 2,6 mil sacas, refletindo uma desvalorização significativa do produto.
Ourique aponta essa comparação como uma forma de tornar tangível para pessoas fora do setor agrícola o impacto da volatilidade dos preços da soja, similar à conversão de moeda em uma viagem ao exterior.
Ele destaca a importância de entender essas variações, especialmente diante da desvalorização da soja que pode levar a um grande aumento nos custos quando os produtores vão liquidar dívidas.
Dados do Cepea, da Esalq/USP, corroboram essa realidade, indicando um recuo de 40,7% no valor médio da soja entre fevereiro deste ano e março de 2022, reforçando a mensagem de Ourique sobre as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais devido às flutuações de mercado. (Adaptado de GZH)

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