
O Tribunal de Contas abriu processo processo para verificar
O Tribunal de Contas determinou abertura de um processo para verificar possíveis irregularidades na seletiva interna da Brigada Militar para promoção de soldados ao cargo de sargento, realizada em julho. O conselheiro Estilac Xavier acolheu representação do Ministério Público de Contas (MPC).
A seletiva da BM recebeu uma série de denúncias sobre supostas irregularidades que teriam sido cometidas. A corporação instaurou um inquérito para investigar o caso, que decidiu por afastar quatro policiais militares de suas funções. O grupo teria tido acesso ao cartão resposta da prova. As quatros policiais foram excluídas do processo seletivo e serão submetidas ao conselho de disciplina, que decidirá as medidas a serem tomadas, nos próximos dias, segundo a Brigada.
Conforme a corporação, o inquérito militar foi concluído, mas esclarecimentos complementares foram solicitados. A Brigada informou que se coloca à disposição para “passar a maior quantidade de informações”. No entanto, a corporação sustenta que não há comprometimento da seletiva por se tratar de casos pontuais de irregularidade.
O pedido para a análise foi da deputada Luciana Genro (PSOL). Ela afirma que também recebeu denúncias sobre a seletiva: “O mais importante desta decisão é que a Brigada Militar é uma instituição que está sujeita a fiscalização externa e não pode, mesmo no âmbito de um concurso que é interno, fazer o que bem entende. Ela precisa prestar contas aos demais poderes. Abertura do processo é uma vitória da transparência”, diz a deputada.



