O general Marco Antonio Freire Gomes era o comandante do Exército durante o governo Bolsonaro.
Ele corroborou o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, chefe da Ajudância de Ordens da Presidência, sobre as pressões para medidas radicais, como a prisão de ministros do STF e do presidente do Senado.
Freire Gomes também enfrentou o dilema pessoal de lidar com a doença da mãe e as pressões do governo para participar de ações antidemocráticas.
O documento parecia dar aval aos que pediam a “intrervenção militar”. Freire Gomes afirmou que os acampamentos não foram desfeitos em razão de Bolsonaro.
O depoimento deve acelerar as investigações e sinaliza o fim de qualquer pensamento intervencionista nas Forças Armadas.
A expectativa é que a instituição se afaste de questões políticas e se concentre em sua profissionalização, afastando-se de temas como urnas eletrônicas e extremismo de direita.
- Não é à toa que Bolsonaro nunca mais compareceu a solenidades de “seu Exército” depois que as investigações começaram a revelar a trama de deslealdades e de ofensas planejadas e executadas por antigos camaradas contra colegas, uma campanha que não poupou nem mesmo as famílias de quem zelou pelo profissionalismo e pela disciplina da tropa.
Além disso, aprovam a quarentena para outras carreiras de Estado, visando preservar as instituições dos interesses políticos e pessoais de alguns de seus integrantes. (Estadão)
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