
“Em vez de discutir o que interessa à maioria dos gaúchos, perdem tempo com factoide”, escreveu a jornalista Rosane de Oliveira em Zero Hora.
“Com tantos assuntos cruciais para o futuro do país em discussão, deputados experientes e com longa folha de bons serviços caíram no “conto do rodeio”. Deram holofotes para o colega Rodrigo Maroni (PSDB), que apresentou um projeto fadado a ir para o arquivo, proibindo a realização de rodeios. O que seria uma nota de rodapé, porque não há hipótese de que venha a ser aprovado, ganhou massa e volume pelas ações e palavras dos próprios deputados.”
Os rodeios são uma tradição e reúnem milhares de pessoas não apenas para ver campeonatos de tiro de laço e outras atrações, mas para confraternizar, comer churrasco, ouvir música e encontrar pessoas com os mesmos gostos. Tem quem adore, tem quem tolere e tem quem não suporte esse tipo de festa.
“Propor uma lei para acabar com os rodeios é oportunismo eleitoral de um deputado folclórico, mas com noções de marketing. Embora sua atuação espalhafatosa seja contestada pelos verdadeiros protetores dos animais, usou a causa para justificar um projeto polêmico. Colegas de boa fé embarcaram na onda e deram a visibilidade que o autor da proposta buscava, comparecendo pilchados à Assembleia e entrando num debate que nada contribui para a solução dos verdadeiros problemas do Rio Grande”, diz a jornalista.



