Em 2023, a desembargadora recebeu um total bruto de R$ 925 mil, incluindo R$ 489 mil em verbas extras, apesar de ter sido aposentada compulsoriamente (obrigatoriamente) pelo Conselho Nacional de Justiça em 2021.
A aposentadoria ocorreu após o Conselho de Justiça concluir que ela violou princípios éticos ao tentar libertar seu filho, preso por tráfico, usando sua influência.
Seu salário base era de 36.282, com adicionais como indenizações e vantagens eventuais que ultrapassam o teto constitucional para o funcionalismo público, quando considerados os auxílios e benefícios extras.
A situação controversa vem de 2017, quando ela foi acusada de intervir no processo de seu filho, Breno Fernando Solon Borges, desde sua custódia até a transferência para uma clínica psiquiátrica, utilizando-se de recursos e influência relacionados ao seu cargo.
Após a decisão do CNJ, Tânia apelou ao Supremo Tribunal Federal para reverter sua aposentadoria compulsória, mas, até o momento, a tentativa foi em vão e o mérito da questão ainda não foi julgado.
Entenda o caso
A desembargadora foi aposentada compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela administração e fiscalização do Poder Judiciário, em dezembro de 2021.
Durante o processo disciplinar, ela já estava afastada do cargo. Os conselheiros concluíram que a magistrada violou os princípios da integridade, dignidade, honra, decoro e independência.
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