Nacional – A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e eleva o imposto por litro de diesel e por quilo de gás liquefeito de petróleo (GLP). O impacto final dependerá dos demais custos e da decisão de cada agente do mercado.
O ICMS do diesel passará de 1,17 para 1,30 por litro. No GLP, o imposto subirá de 1,47 para 1,54 por quilo. Para um botijão de 13 quilos, a diferença corresponde a 0,91 a mais no tributo. A atualização anual considera a variação dos preços médios apurados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A mudança do imposto não determina, sozinha, quanto o consumidor pagará na bomba ou pelo botijão. O preço final também inclui custos de produção, distribuição e revenda, entre outros componentes. No gás, a alta de 17,5% anunciada pela Acelen vale para a Bahia e não representa um reajuste nacional.
Pressão sobre o diesel
Além da elevação do ICMS prevista para fevereiro, o diesel pode ter novos reajustes nas refinarias antes disso. A diferença entre os preços internos e as cotações internacionais, somada aos prazos dos subsídios federais, tem alimentado avaliações de mercado sobre uma possível correção pela Petrobras. Até o momento, porém, não há confirmação de aumento nem uma data definida.
A subvenção federal ao diesel foi prorrogada por mais 30 dias, e a ANP registra um período de apoio previsto até 26 de novembro. Há ainda um incentivo adicional para o diesel importado, com prazo informado até 6 de novembro. O fim desses prazos não significa aumento automático: o governo pode prorrogar os benefícios, e o repasse depende das decisões de produtores, importadores, distribuidoras e postos.
Trocando em miúdos
O diesel pode subir 13 centavos por litro só por causa do aumento do ICMS. Já o gás de cozinha pode ficar 91 centavos mais caro por botijão. Esse é o aumento previsto no imposto a partir de fevereiro de 2027; o preço final pode variar conforme os repasses das empresas. Para o diesel, ainda existe a possibilidade de outro reajuste antes disso, mas não há valor nem data confirmados.
O Comsefaz informou que os estados acompanham a instabilidade dos preços internacionais e avaliam formas de reduzir ou antecipar a atualização do ICMS do diesel prevista para fevereiro. A proposta ainda não foi detalhada. (Fonte: Comsefaz, Radioagência Nacional, ANP e Petrobras)
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