Pai que perdeu três filhos para o câncer recebe terceiro diagnóstico.
A história é triste mas com a superação de um pai que não abre mão da vida em nome do amor pelos filhos que lutaram até o fim.

Em um intervalo de quatro anos, o corretor de imóveis Régis Feitosa Mota, 53 anos, perdeu três filhos para o câncer. Se não bastasse, na última semana ele recebeu um terceiro diagnóstico para a doença.
Régis é portador da síndrome rara hereditária Li-Fraumeni (LFS), causada por uma mutação genética que aumenta a probabilidade em até 90% nas chances dos portadores desenvolverem câncer até os 70 anos. Essa condição genética foi passada para os seus três filhos.

Desde 2016 ele trata uma leucemia linfoide crônica e um câncer no sistema linfático. Ao todo, ele e os filhos receberam 12 diagnósticos para a doença. O novo diagnóstico é um câncer na medula óssea e já está comprometendo a musculatura do rosto
Morte dos filhos
Beatriz, a filha caçula de Régis, faleceu em 2018, com 10 anos. Ela foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda. Ela passou por um transplante de medula, que teve a mãe como doadora. Porém, meses depois, a doença voltou

Pedro, de 22 anos, teve cinco episódios de câncer e morreu em 2020 com um tumor no cérebro.
A perda mais recente do corretor foi Anna Carolina, de 25 anos. A filha médica descobriu um tumor no cérebro em 2021 e morreu em novembro de 2022. Na infância, ela também fez tratamento contra leucemia.

“Contarei, além da minha fé, da minha vontade de viver, com a minha maior fonte inspiradora. Essa fonte inspiradora é a minha riqueza emoldurada, minha vida emoldurada, meus filhos. Vocês, meus filhos, foram gigantes durante suas lutas contra os diversos cânceres que os atingiram. Nunca murmuraram, não desistiram, e lutaram com força e com esperança até o fim! Pois assim o farei, meus amados filhos, seguirei sempre firme e em frente, lutarei com força e com fé, até o fim, um dia de cada vez!”, escreveu Régis.
Perguntado como ele suporta a perda dos três filhos:
“Busco força na fé em Deus. Pra tudo tem um propósito. Os meninos sempre foram muito positivos, encararam tudo com determinação, com otimismo. Foram confiantes até o fim. No meu primeiro diagnóstico, o Pedro disse: ‘Pai, tenha força, porque a Bia foi até o último dia dela, eu tô lutando, o senhor vai conseguir também’. Busco alegria no que me resta”, destacou Régis
Toda a história é relatada em seu Instagram.



