
Paraná – Guarda municipal é morto a tiros na própria festa de aniversário. O atirador fez críticas à ideologia política do aniversariante. Mesmo baleado, o aniversariante conseguiu revidar e matar o agressor.
O guarda municipal Marcelo de Arruda foi morto a tiros na festa em que comemorava seus 50 anos, em Foz do Iguaçu – Paraná. O tema da festa era o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Lula. O atirador fez xingamentos por causa da ideologia do aniversariante, conforme relataram testemunhas. Minutos depois, retornou com uma arma e atirou. José da Rocha Guaranho é agente penitenciário federal e apoiador do presidente Bolsonaro. Ele também acabou morto. Mesmo baleado, Arruda conseguiu revidar e atingiu o agressor. (Zero Hora e G1)

Em 2020, Arruda concorreu a vice-prefeito. Fazia parte da Guarda Municipal há 28 anos e era diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu. Arruda era casado e tinha quatro filhos.
Em nota oficial, o PT afirma que Arruda foi assassinado pelo homem identificado com o bolsonarismo, que, momentos antes do crime, havia interrompido a festa e ameaçado os presentes com uma arma na mão, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu. Conforme a nota, Marcelo Arruda foi abordado no estacionamento e tentou se defender com sua arma funcional e houve troca de tiros.
O secretário de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, Marcos Antônio Jahnke, lamentou a morte, afirmou que a Polícia Civil investigará as motivações do crime e disse: “Pelo que a gente percebeu foi uma intolerância política”, disse o secretário.
O ex-presidente Lula também se pronunciou em suas redes sociais. “Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele, que se defendeu e evitou uma tragédia maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor. Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marcelo Arruda.”
Segundo imagens que circulam nas redes, a decoração da festa incluía uma bandeira com a foto de Lula com a faixa presidencial e os dizeres: “Pro Brasil voltar a sorrir”, além de um bolo decorado com a estrela do partido e outros adereços alusivos ao petismo. Arruda estava vestindo uma camisa com o rosto de Lula.
Em sua publicação, Lula também pediu “compreensão e solidariedade com os familiares” de José da Rocha Guaranho e sugeriu que ele foi influenciado pelo “discurso de ódio” do presidente Bolsonaro.
“Também peço compreensão e solidariedade com os familiares de José da Rocha Guaranho, que perderam um pai e um marido para um discurso de ódio estimulado por um presidente irresponsável. Pelos relatos que tenho, Guaranho não ouviu os apelos de sua família para que seguisse com a sua vida. Precisamos de democracia, diálogo, tolerância e paz”, escreveu o ex-presidente.



