
Com a decisão do presidente Bolsonaro de se filiar ao PL, integrantes do partido condicionam sua entrada a uma autonomia para manter alianças regionais. Em Estados do Nordeste, o partido tem acordos fechados inclusive do PT. No Norte, como é o caso do vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL), também há desconforto.
O deputado federal Fabio Abreu (PL) disse que “com certeza” sai da sigla se ele não tiver autonomia para apoiar o grupo do governador Wellington Dias (PT-PI), que pretende lançar a candidatura do seu secretário da Fazenda, Rafael Fonteles (PT), para ser seu sucessor.
Em Alagoas, o PL compõe o governo estadual com o ex-deputado Maurício Quintella, que é secretário de Renan Filho (MDB-AL). O governador é filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL), elator da CPI da Covid. Renan elaborou parecer recomendando o indiciamento de Bolsonaro por crimes cometidos durante a pandemia e classificou o presidente como “genocida”.



