
A equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que o futuro governo poderá gastar até R$ 136 bilhões no ano que vem sem que isso implique aumento nas despesas. Segundo o ex-ministro do Planejamento e da Fazenda Nelson Barbosa, o Orçamento para 2023 prevê um gasto de 17,6% do PIB, bem menor que os 19% alocados para este ano. “Significa que, caso você adicionar até R$ 136 bilhões em gastos no Orçamento do ano que vem, o gasto será igual ao efetivamente feito no último ano do governo Bolsonaro”, disse. (g1)
O líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), e outros parlamentares da legenda se reuniram ontem com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para discutir a tramitação da PEC da Transição, que precisa ser aprovada este ano para garantir o valor de R$ 600 para o Bolsa Família. Segundo Lopes, os acordos sobre o texto na Câmara terão de acontecer paralelamente à tramitação da PEC no Senado para cumprir os prazos. (Poder360)
Antes mesmo que a PEC chegue ao Congresso, senadores do PSDB apresentaram alternativas com impacto que varia de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões, menos da metade dos R$ 198 bilhões propostos pelo governo eleito. (Globo)
Enquanto isso… Um grupo de cinco economistas, incluindo o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, publicou ontem uma carta aberta ao presidente Lula em resposta ao documento em que colegas ligados ao PSDB defenderam o teto de gastos. (Folha)



