Porto Alegre – RS – O deputado Edegar Pretto avisou que não tem chabu: a pré-candidatura dele ao governo do Estado está mais firme que palanque em banhado. Depois de soco a soco em reuniões em Brasília e na Capital, ele descartou qualquer chance de recuar para apoiar Juliana Brizola, do PDT. “Ninguém me pediu para parar”, disse o petista, cortando o assunto na raiz.
Pressão de cima
A confusão começou porque a chefia nacional do PT, lá no centro do país, queria que os gaúchos abrissem mão da disputa para se acertarem com os trabalhistas. Teve até correria para Brasília e boato de que o presidente Lula ia intervir direto na parada. Mas, no fim das contas, o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, garantiu que não vai ter canetada de cima para baixo e que o diálogo segue, mas sem o PT abrir mão do comando.
Prazos e ultimato
O PDT tinha dado um “chega pra lá” no PT, marcando o dia 30 de março como data limite para um apoio oficial. Como o prazo passou e o PT gaúcho não arredou o pé, a situação ficou esticada. Pretto diz que topa conversar com o PDT só depois da Páscoa, mas deixou claro que não trabalha com a hipótese de ser vice ou coadjuvante na chapa dos outros.
Crise interna
A briga no PT vem de meses, já que o diretório daqui já tinha fechado um acordão com PCdoB, PV, PSol e Rede, inclusive com nomes para o Senado. Enquanto isso, o comando nacional tentava costurar um acerto maior com o PDT para bater a direita na eleição geral. Pelo jeito, o plano de Brasília não colou no Rio Grande e o PT gaúcho vai para o trecho com chapa própria.
Redação, João Lemes; Fonte: Correio do Povo
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