
Uma idosa de 63 anos foi resgatada de uma situação de escravidão, onde trabalhou por 47 anos para três gerações da mesma família. Ela começou a trabalhar na casa aos 16 anos e desempenhou diversas atividades, como cuidadora de idosos, babá e faxineira em duas residências. Durante todo esse tempo, ela nunca recebeu salário, descanso, férias ou contribuição previdenciária.
Após a operação de resgate, a família empregadora assinou um termo de ajuste de conduta, comprometendo-se a acertar salários atrasados, rescisão e indenização. A mulher também receberá um seguro-desemprego durante três meses.
Embora o vínculo com a família não seja rompido, a mulher está sendo assistida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Canoas.
Além das questões trabalhistas, os empregadores podem enfrentar consequências criminais, uma vez que podem ser responsabilizados pelo crime de redução à condição análoga à escravidão, com pena de dois a oito anos de reclusão. (GZH)



