
Dr. Roberto Fernandes Nicola*
Muitas pessoas buscam no suicídio uma forma de findar o sofrer, entretanto o sofrer não termina, passa aos familiares e pessoas próximas.
Aqueles que ficam podem ter dois tipos de questionamentos “o que eu fiz para que isso tenha acontecido?” e “o que eu não fiz para que isso tenha acontecido?”, tais questionamentos são inerentes, podendo geram culpa e um longo processo de luto. Por vezes, o luto não resolvido consome sonhos, virtudes e atravancam processos do desenvolvimento pessoal ao longo do ciclo da vida.
Se em um determinado momento o suicida necessitava do acolhimento, agora são as pessoas que ficam que o precisam. Entre sofrimentos e pensamentos contraditórios, é difícil perdoar! O amor e a saudade se misturam com a raiva e o sentimento de abandono. Sair deste labirinto e seguir livre é um processo complexo, uma caminhada dura para quem quer seguir sozinho. O terapeuta pode ser uma companhia, alguém neutro que não irá lhe dizer para onde o paciente deve prosseguir, mas irá refletir sobre os caminhos da vida.
A vida também é muito bonita, é preciso amar ela, por isso a cor amarela.
*Médico psiquiatra e psicoterapeuta.
Roberto Fernandes Nicola é médico formado pela Universidade Luterana do Brasil (Canoas) e psiquiatra pela Fundação Universitária Mário Martins (Porto Alegre), é um dos mais requisitados do Estado. Atua como médico do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense na área de Psiquiatria do Esporte e Medicina do Esporte, onde possui Pós-Graduação pela VerboMed. Ele atende presencialmente em Porto Alegre, como psiquiatra e psicoterapeuta, mas também é um profissional disponível para consultas online. Fone: (51) 99858-9544.



