
Santiago foi uma das que mais conseguiu dinheiro
(João Lemes) Uma nova forma de parlamentares distribuírem recursos do orçamento federal foi criada há dois anos e considerada pouco transparente e de difícil fiscalização, mas as cidades estão abocanhando uma fatia cada vez mais graúda. Menos mal que Santiago se saiu bem nesse quesito (veja a tabela). Outra curiosidade que o deputado Onyx (PL) aparece repassando largas cifras. Mas o deputado Marcelo Brum não estava no seu lugar?

Um salto de 600%
Essas transferências especiais deverão despejar R$ 161,9 milhões em municípios gaúchos em 2022 – um salto de 600% em comparação a 2020, primeiro ano de vigência desse instrumento, bem superior ao crescimento nacional de 428% verificado no mesmo período.
Um gol sem placa
Quando o governo repassa parte dos impostos a uma prefeitura ou a um Estado, o recurso costuma estar atrelado a um projeto. É como a placa exposta em qualquer obra pública: nela consta a fonte da verba, para que fim será usada, as datas de início e de previsão de término dos trabalhos. Isso permite a fiscalização a qualquer pessoa. No caso das transferências especiais, é como se a placa fosse arrancada. (F: Marcelo Gonzatto – ZH).



