
Lucas Schwengber Wulf, natural de Santiago e morador de Três Passos. Tem 35 anos e é arquiteto. É casado e tem um filho. Chegou ao DF em 8 de janeiro em um ônibus que saiu de Santa Rosa. Em documento obtido pela TV Globo, Wulf informou que não tem advogado de defesa.
Entre os presos, estão microempreendedores individuais (MEIs), empresários e professores
Ao menos 15 pessoas do RS foram identificadas pelo governo do Distrito Federal entre os presos por envolvimento nos ataques terroristas. A lista de presos passou de 1 mil nomes.
Há pessoas identificadas de cidades como Gravataí, Bagé, Santa Maria, Três Passos, Santa Rosa, Porto Alegre, Pantano Grande, Horizontina, Passo Fundo, São Leopoldo e Caxias do Sul.
O secretário da Segurança Pública do RS, Sandro Caron, afirmou que a participação de gaúchos em atos golpistas é investigada pelo estado.
De acordo com o chefe da Polícia Fábio Motta Lopes, a investigação dos ataques está sendo conduzida por Brasília, mas as forças de segurança do RS estão colaborando. “Há um controle no estado [sobre] quais são os ônibus, quem são os passageiros. Se alguém usou nomes falsos, vamos chegar a essas identificações”, afirmou.
Entre os presos gaúchos estão:
Eduardo Zeferino Englert, de Santa Maria, tem 41 anos. O empresário chegou a publicar sobre a viagem no Facebook: “Estou indo para Brasília, neste país lugar melhor não há”, escreveu em seu perfil. De acordo com o advogado Marcos Azevedo, que representa Eduardo, “o presídio em Brasília não fornece atendimento aos familiares nem ao advogado, que estão sem contato desde o dia 8”.
Ademir Domingos Pinto da Silva, de Gravataí, tem 52 anos. É MEI. Conforme publicações nas redes sociais, já trabalhou com eletrônicos e extintores de incêndio. O g1 não localizou a defesa de Ademir.
Cláudio Antônio Mesquita Peralta, de Bagé, tem 59 anos.
João Ramão Moraes Diniz, de Porto Alegre, tem 59 anos. É MEI e já trabalhou como técnico de refrigeração. O g1 não localizou a defesa de João.
Paulo Cichowski, de Pantano Grande, tem 47 anos. Segundo comentários nas redes sociais, é conhecido como “Alemão”. MEI, já trabalhou com varejo de móveis e eletrodomésticos.
Ivett Maria Keller, de Santa Maria, tem 57 anos. Conforme perfil nas redes sociais, é sócia de uma revenda de semijoias. Nas redes sociais, ela fez diversas publicações de apoio a Bolsonaro.
Airton Dorlei Scherer, é de Horizontina, e tem 44 anos. É MEI. Nas redes sociais, familiares fizeram postagens sobre a prisão dele.
Ressoli Praetorius de Mello, de Passo Fundo, tem 54 anos. Professor de ensino fundamental, foi candidato a vereador pelo PSC em 2012, mas não foi eleito. Na ocasião, o partido compôs chapa com o PT. Consta como usuário da rede social “Pátriabook”.
Jairo Machado Baccin, de São Leopoldo, tem 50 anos. É professor de hebraico bíblico, conforme suas redes sociais. Consta como usuário da rede social “Pátriabook”. O g1 não localizou a defesa de Jairo.
Marcos Novakoswki Krahn, de Ijuí, tem 39 anos. Trabalhador de artes gráficas, foi candidato a vereador em 2020 pelo Patriota, mas não foi eleito.
Mirian Gladis Lemmann, de Santa Rosa, tem 50 anos. Familiares dela, naturais da Argentina, disseram não saber detalhes da prisão da bolsonarista.
Valquiria Mariza Dias Jahnke, de São Pedro do Sul, tem 45 anos.
Telmo José Reginatto, de Caxias do Sul, tem 45 anos. Também MEI, trabalha com obras de alvenaria na região de Desvio Rizzo.
Miguel Fernando Ritter, morador de Santa Rosa, de 59 anos. Informou à polícia que chegou ao Distrito Federal dia 8 e tinha planos de retornar em 9 ou 10 de janeiro. Disse que já estava tudo depredado quando chegou ao local. (O g1 )



