
Roraima – As gêmeas Elis e Eloá foram diagnosticadas com a síndrome de Huntchinson-Gilford aos 5 meses
O estudante Guilherme Lago e sua mãe, a costureira Elismar Lima, não tinham nem ideia de que poderiam ter duas bebês gêmeas “velhas” em sua casa. Elis e Eloá, filhas da costureira e irmãs do estudante, nasceram prematuramente, com apenas 32 semanas de vida. Elas apresentavam características normais de bebês. Mas esse cenário mudou pouco depois que elas completaram cinco meses.
“Começamos a perceber que elas tinham a pele bem fina, as veias aparentes e as orelhas pequenas. Eu e minha mãe achamos que poderia ser pelo fato delas serem prematuras, mas começamos a investigar”, conta Guilherme.
No entanto, em uma consulta rotineira com a pediatra, Elismar foi informada que suas filhas não estavam se desenvolvendo como deveriam, além de apresentarem um atraso no desenvolvimento psicomotor e dificuldade no ganho de peso.
Elis e Eloá chegaram a ser internadas com desnutrição aguda nesse período, pois “era notório que elas tinham algo de errado”. Foi nesse mesmo período que o diagnóstico veio: as gêmeas tinham a síndrome de Huntchinson-Gilford, conhecida popularmente como síndrome de Benjamin Button.
Síndrome de Huntchinson-Gilford
A neuropediatra responsável pelo diagnóstico das meninas, Charlote Buffi, explica que a síndrome de Huntchinson-Gilford, também chamada de progéria, é um distúrbio genético e não hereditário que leva ao envelhecimento acelerado, com manifestações ainda na infância. Atualmente, elas são o único caso conhecido de gêmeas com a doença.
Charlote diz que Elis e Eloá, desde os primeiros meses de vida, tinham uma dificuldade muito grande no ganho ponderal, isto é, no peso adquirido pela alimentação.
Hoje, com quase dois anos de idade, elas são muito pequenas, tiveram todo o crescimento comprometido, e alguns marcos do desenvolvimento motor tiveram atrasos devido ao tamanho e a falta de força muscular, segundo a neuropediatra. (Metrópole)



