
Teve início o julgamento de três réus acusados de atacar judeus em Porto Alegre em maio de 2005. Os três homens teriam cercado e agredido os estudantes a socos, chutes e facadas, respondendo agora pela tentativa de homicídio contra uma das vítimas. O julgamento deve se estender até quinta-feira (30).
A primeira testemunha ouvida foi um médico que, na época do ataque, era estudante e presenciou o grupo uniformizado estraçalhando um homem no chão. O médico descreveu a cena como um filme de horror e afirmou que, apesar de muitas pessoas tentarem ajudar, o grupo não parava de agredir a vítima. Ele também viu que alguns dos agressores usavam soqueiras e que um deles deu um chute muito forte nas costas da vítima, deixando-a imóvel no chão.
Os réus são acusados de serem lideranças no grupo envolvido nos ataques, mas apenas dois deles participaram do julgamento na terça-feira. A defesa de um dos réus sustenta a inocência do cliente e alega que ele nunca teve posição de liderança nesses grupos neonazistas.
OUTROS JULGAMENTOS
- Em 15 de setembro de 2018, Thiago Araújo da Silva e Laureano Vieira Toscani foram condenados por tentativa de homicídio e duas lesões corporais a 13 anos de prisão, e Fábio Roberto Sturm, a 12 anos e oito meses.
- Em 23 de março de 2019, Daniel Vieira Sperk e Leandro Comaru Jachetti foram sentenciados a 14 anos de prisão. O mesmo Conselho de Sentença desclassificou a tentativa de homicídio imputada a um sexto réu para lesões corporais e foi declarada extinta a punibilidade do crime por prescrição.
- Cinco réus não foram pronunciados pela tentativa de homicídio e, portanto, não serão julgados pelo Tribunal do Júri. (GZH)




