
O fenômeno tem duração entre 9 e 12 meses até dois anos. No entanto, ele já se repete há três anos, e, se as previsões se concretizarem, deve se estender até o final do verão, com período mais intenso entre novembro e janeiro. Essa sequência de meses secos influencia no solo, como explica a professora de meteorologia da UFSM, Simone Ferraz. (Diário de Santa Maria)
“Estamos há três anos com períodos mais secos do que a média. Então, o solo fica cada vez mais seco, porque não houve aquele período de recuperação, de mais chuvas e absorção da água no solo. O solo está seco e vem secando cada vez mais, e é complicado ter o mesmo efeito por muito tempo, principalmente na superfície”, diz a especialista.
Ainda é cedo para prever a incidência com que a estiagem pode ocorrer no Estado, mas que o quadro deve se repetir. Também não é possível prever quais regiões podem ser mais ou menos afetadas, mas que as regiões Norte e Noroeste costumam sofrer mais.
“e as previsões de La Niña se concretizarem, a gente vai continuar tendo estiagem e tempo quente. O que não quer dizer que não vai chover, mas serão chuvas pontuais, e as famosas chuvas de verão, que são intensas e o solo não chega a absorver”, esclarece Simone.



