
A Emater afirma que a cultura mais prejudicada é a do milho; a produção de leite também tem impacto
Os efeitos da falta de chuva aumentam a cada dia. O número de municípios que decretaram situação de emergência chegou a 103. Os mais recentes integrantes da lista são Arvorezinha, Barros Cassal, Estrela Velha, Hulha Negra, Novo Barreiro, Palmeira das Missões, Sinimbu, Triunfo, Turuçu e Vila Nova do Sul. (A notícia saiu em Zero Hora)
O milho é o mais prejudicado.. A produção de leite também sofre impacto, já que a alta temperatura prejudica os animais e há falta de alimento para o gado.
Na soja, a maior parte das lavouras de soja ainda está em fase de germinação. Conforme a Farsul, caso os volumes de chuva se normalizem nas próximas semanas, pode ocorrer uma reviravolta, e o Rio Grande do Sul estará diante de um novo horizonte econômico.
Decretos já homologados e reconhecidos
Do total de decretos de emergência, 35 foram homologados pelo Estado e 22 reconhecidos pelo governo federal. O decreto permite que municípios busquem recursos junto aos governos estadual e federal. Ao mesmo tempo, prefeitos ganham mais liberdade para fazer contratações de serviços e materiais de forma emergencial para combater a crise, ou seja, sem ter de passar pelo tradicional processo licitatório.
Estiagem castiga menos do que no ano passado
O subchefe de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, informa que 740.753 pessoas estão na lista dos afetados pela estiagem. O número, segundo ele, é menor do que o registrado em igual período do verão passado, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022. Na época, a população de atingidos pela falta de chuva era de 1.401.887.
O inverno foi chuvoso e recuperou as nossas bacias hidrográficas.Apesar de o cenário positivo na comparação, Oliveira ressalta que a situação dos rios inspira atenção.
Em Tupã o socorro dos governos chegou, mas atrasado
A primeira cidade a decretar situação de emergência no atual pedido de estiagem foi Tupanciretã, na Região Central, em 1º de dezembro de 2022. Porém, de lá para cá, o prefeito Gustavo Terra afirma que não houve apoio prático nem do Estado, nem da União. O Estado viabilizou a perfuração de dois poços e liberou recursos para a construção de 12 açudes, mas essas ações são referentes ao solicitado durante a estiagem de 2021/2022.
Já o governo federal enviou também com demora 456 mil, verba utilizada na aquisição de diesel, reservatórios móveis, cestas básicas para famílias do interior, água potável e horas-máquina, explica o prefeito.
Ele estima um prejuízo acima de R$ 157 milhões para Tupanciretã. O município é o maior produtor de soja do RS.




