Publicações em redes sociais chamam os oficiais de ‘melancias’, supostamente porque defenderiam a posse de Lula. Entre os alvos estão o chefe do Estado-Maior da Força.

O comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, determinou o envio de mensagem para todo o público interno a fim de alertar sobre notícias falsas que classificam como “melancias” generais do Alto Comando.
Melancia é a designação dada a oficiais supostamente comunistas ou simpáticos à esquerda porque seriam verdes e amarelos por fora e vermelhos por dentro.
Diz a nota do Informe do Exército assinada pelo general José Ricardo Vendramin:
“Incumbiu-me o senhor comandante do Exército de informar à Força que, nos últimos dias, têm sido observadas postagens em aplicativos de mensagens com alusões mentirosas e mal-intencionadas a respeito de integrantes do alto comando do Exército”. O documento afirma que “tais publicações têm se caracterizado pela maliciosa e criminosa tentativa de atingir a honra pessoal de militares com mais de 40 anos de serviços prestados ao Brasil, bem como de macular a coesão inabalável do Exército de Caxias”.
De acordo com o informe, “ao tentarem de forma anônima e covarde disseminar desinformação no seio da Força e da sociedade, esses grupos ou indivíduos atestam a sua falta de ética e de profissionalismo”.
E conclui: “O Exército Brasileiro permanece coeso e unido, sempre em suas missões constitucionais, tendo a hierarquia e a disciplina de seus integrantes o amálgama que o torna respeitado pelo povo brasileiro, seu fiador”.
Cinco generais foram alvo das publicações, entre eles Valério Stumpf, o chefe do Estado-Maior do Exército. Também foram citados nas publicações os comandantes militares do Sudeste (Tomás Miné Ribeiro de Paiva), do Leste (André Luiz Novais) e do Nordeste (Richard Nunes), além do general Guido Amin, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
Após a nota do Exército, passaram a circular em grupo bolsonaristas publicações que responsabilizavam “esquerdistas” pela divulgação das publicações contra os generais, como se elas tivessem como objetivo distanciar o Exército dos integrantes de protestos que ocupam as portas dos quartéis desde que o petista Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições.



