
Charqueadas – A facção que foi alvo de megaoperação na semana passada, a maior da história da Polícia Civil gaúcha, também promovia rifas entre os seus mais de 200 integrantes. Segundo a investigação, pistolas, espingardas e até mesmo dinheiro eram sorteados dentro da Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.
Em um dos sorteios, o primeiro prêmio era uma espingarda, sendo os demais valores em dinheiro, e cada participante pagava R$ 100 pela rifa. Outro envolvia duas pistolas, uma 9 milímetros e outra .380, com pagamento de R$ 200 por número.

A Polícia Civil diz que os sorteios ocorreram após 80% ou 90% dos números terem sido vendidos. Foram envolvidos pelo menos cem participantes.
A mesma facção também planejava roubos de carros de luxo e de mansões em Santa Catarina, e lavou dinheiro obtido com o tráfico internacional de drogas e de armas, como fuzil e submetralhadora. O grupo também é investigado por comércio ilegal de pedras preciosas, estelionato, roubo de veículos e falsificação de documentos.



