
Camila Carolina de Oliveira (Republicanos) perdeu o cargo por quebra de decoro parlamentar nesta segunda-feira; ela afirma que é vítima de um golpe
A vereadora de Montenegro, no Vale do Caí, Camila Carolina de Oliveira (Republicanos) perdeu o mandato em votação unânime na Câmara. Ela perdeu seu cargo por ter participado da gravação de vídeos junto a duas adolescentes, em seu gabinete, em que dubla o funk chamado O Proibidão do Bolsonaro, uma paródia de Baile de Favela feita por MC Reaça, e outro em que chama petistas de “vagabundos”, ato que configurou quebra de decoro parlamentar.
Foi o primeiro caso de parlamentar cassado em 150 anos de história de Montenegro. Foram nove votos pela cassação, em sessão que não contou com a presença da própria acusada, representando uma votação unânime.
O suplente Cristian Souza assume o cargo da vereadora. Ele foi eleito pelo mesmo partido dela, o Republicanos, com 506 votos nas urnas em 2020. A sessão foi encerrada com palmas e comemoração por parte do público presente no plenário.

Em um dos trechos que foram publicados na rede social TikTok durante o período eleitoral, em 2022, Camila aparece entre as duas jovens com uma bandeira do Brasil dançando e cantando: “As mina de direita são as top, mais bela, enquanto as de esquerda têm mais pelo que cadela. Bolsonaro salta de paraquedas. Bolsonaro, capitão da reserva”. Em outro, ela canta: “Ei, petista, pensou que ia escapar? Se liga vagabundo, tu vai ter que trabalhar”.
- A ex-vereadora chama a cassação de “golpe” e diz que foi motivada por “perseguição”. Questionada sobre o conteúdo das músicas dubladas, ela argumenta que o funk é parte da cultura brasileira e que a autoria da letra de paródia não foi dela. Camila justifica a ausência na sessão que resultou na sua cassação por não querer “dar palanque” a uma votação que já estaria definida antes de acontecer, segundo ela.



