
O sargento Dos Reis ainda fez três depósitos na conta de uma amiga de Michelle Bolsonaro, Rosimary Cardoso Cordeiro, que emitia um cartão de crédito usado pela primeira-dama.
A Polícia Federal descobriu uma série de transferências feitas por uma empresa com contratos públicos durante a gestão do ex-presidente Bolsonaro. Essas transferências foram direcionadas a um militar da Ajudância de Ordens da Presidência da República, que fez saques em dinheiro vivo para pagar despesas de um cartão de crédito utilizado por Michelle Bolsonaro em pelo menos três ocasiões. (Fonte: UOL)
A suspeita da PF é de que se trata de uma versão do esquema de rachadinha, quando o dinheiro sai de dentro do governo, atravessa contas até voltar para um servidor em sua conta.
O militar, segundo-sargento Luis Marcos dos Reis, também fez vários depósitos em dinheiro na conta bancária de uma tia da então primeira-dama.
Os pagamentos ocorreram até julho de 2022 e foram feitos através da Cedro do Líbano Comércio de Madeiras e Materiais para Construção, uma empresa com sede em Goiânia e contratos com o governo federal. A principal suspeita é de desvio de dinheiro público por meio dos militares do Palácio do Planalto e das assessoras da primeira-dama.
A defesa de Bolsonaro e Michelle nega que os recursos da Codevasf tenham sido usados para pagar as despesas da ex-primeira-dama, alegando que ela não conhece o sargento Dos Reis.
A Polícia Federal descobriu que a Cedro do Líbano fez depósitos na conta do sargento e que o dinheiro era sacado em notas de dinheiro vivo. Dos Reis era responsável por fazer pagamentos a pessoas ligadas à primeira-dama e a outros militares da Ajudância de Ordens.

Vanderlei Cardoso de Barros, pai de uma sócia da Cedro do Líbano, era o responsável por fazer as transferências para a conta do sargento. Ele afirmou que o dinheiro era um “empréstimo”, mas que não sabia como o militar o utilizaria. A Polícia Federal não encontrou justificativas para esses pagamentos.
O sargento Dos Reis ainda fez três depósitos na conta de uma amiga de Michelle Bolsonaro, Rosimary Cardoso Cordeiro, que emitia um cartão de crédito usado pela primeira-dama. O dinheiro depositado era utilizado para pagar a fatura do cartão. Outros militares que trabalhavam com o tenente-coronel Cid também realizavam pagamentos regulares para a tia da primeira-dama.
A Polícia Federal concluiu que há indícios de desvio de dinheiro público por meio da Ajudância de Ordens da Presidência da República, direcionando os valores para pessoas ligadas à primeira-dama. A empresa Cedro do Líbano recebeu pagamentos do governo, incluindo uma venda de equipamentos agrícolas para a Codevasf, mesmo não tendo essa atividade declarada ou equipamentos disponíveis em seu site.



