(J.Lemes)
Em plena Semana Farroupilha só se fala no incêndio ao CTG de Livramento. Na coluna do Expresso de hoje escrevi:
Remédio ou veneno?
Bem eu disse que a história do casamento coletivo em Livramento seria um remédio muito forte para um mal secular. Querer acabar com o preconceito adotando medidas radicais é jogar gasolina no fogo. Aí veio a repercussão: nenhum um casal gay quer mais se casar no CTG, a não ser os héteros.
Também hoje também o desembargador Ruy Gessinger disse o seguinte em seu site:
“Juiz de Direito não deve se expor”
Palmas ao David Coimbra, em ZH de hoje. Assino em baixo. Pombas, por que casamento gay num CTG? Ou, porque cenas de nudismo numa sinagoga? Ou, porque filme pornográfico numa catedral? Ou por que abater um animal e o desossar no pátio de uma escola?
Eu, como juiz ainda jovem, tive um ou dois surtos de estrelismo midiático. Suo e coro de vergonha disso até hoje. Juiz de Direito não deve se expor muito. Se a vontade for incontrolável, saia do cargo e vá fazer o que quiser.
Juiz não pode ter comportamento duvidoso. Acho que juiz não deve beber demasiadamente, muito menos em público. E assim por diante.
O Juiz julga os outros. Pensem bem nisso: julga os outros. Me desagrada essa de forçar a barra justo em Livramento, justo num CTG. Eu só entrei duas vezes em CTG, não sei dançar , muito menos a chula. Nada tenho contra gays etc, cada um faz o quer desde que não infrinja a lei.
(Ruy Gessinger)



