O Inter campeão, e a nossa vida…
J. Lemes)
A segunda começa bonita, típica de outono. A temperatura mínima foi de 2 graus. E os colorados estão faceiros por mais um título gaúcho, embora isso não mude nada nas nossas vidas.
Aliás, ninguém consegue explicar por que eu sou do Inter e meu amigo é do Grêmio. Poderia ser ao contrário e isso não mudaria nada, prova de que dizer-se de um time é uma coisa inexplicável, que existe só para dizermos que estamos num grupo.
O que mudaria para mim e para tantos seria uma boa, mas boa chuva e não os 20mm (ou 10, 8mm em alguns lugares) do último final de semana. Até ajudou para manter a umidade na terra, mas as vertentes, os rios, os açudes seguem numa penúria braba, como mostra esta foto que eu fiz em Joia.
E aqui em Santiago há outros grupos tão fortes quanto os do campo esportivo, mas nesses as pessoas se identificam mais, que são os grupos religiosos, grupos políticos, grupos de trabalhadores de uma determinada empresa, grupo de amigos…
No campo religioso mesmo, a fé é algo que não se explica. Hoje ouvi um convite do pastor Primom para um culto no qual haverá “milagres instantâneos”. Vejam, que maravilha!
No lado político, seguem as discussões para achar quem concorra a vereador, a prefeito, a vice… O PP já está em campo, só na espera. E até aquecido está. Já os outros…
Todos os dias surge um nome a prefeito pelas oposições, mas dizem que isso é importante para que todos possam opinar e participar enfim.
Em breve a colunista social do mais antigo jornal da região festejará com as colunáveis em uma superfesta no clube União. Sandra Siqueira diz que será uma noite inesquecível para muitas damas que desfilaram nas páginas sociais do Expresso.
Falando em festa, acho que termos uma para inaugurar os relógios colocados no centro de Santiago. Eles ficaram lindos, parabéns ao Sicredi. Só uma dica: coloquem uma ou duas palavras no luminoso da propaganda.
Caso a frase seja grande (como está) e passe rapidamente, ninguém consegue ler. Caso passe devagar, ninguém vai querer esperar ali apenas pelo “prazer” de ler. Façam isso, se coloquem no lugar do “leitor” e vão me entender…
Me lembra as propagandas de ônibus em letras pequenas com textos muito grandes: ou você para o ônibus para ler ou o persegue até conseguir entender. Fora aquele monte de números de fones e tal, como se alguém fosse decorar ou anotar.
E os tiroteios seguem. De tempos em tempos os atiradores da nossa região treinam, como foi em São Francisco na madrugada de domingo.
Outro crime que movimentou a polícia foi um assalto na RS 377. O bandido pegou carona e no caminho assaltou o motorista. (Mais detalhes no Expresso de sexta);
E o Inter campeão ou não (e pela 41ª vez), a nossa vida aqui segue com coisas muito mais importantes. Mas como todos têm o direito de ser feliz, até eu, dou os parabéns a quem torce pelo Internacional.



