A veia empreendedora de Ricardo Castellar Faria, novo bilionário a entrar para a lista da “Forbes” no Brasil, vem de longe. Aos 7 anos, o garoto, filho de pai médico e mãe engenheira, nascido em Niterói, já faturava um dinheirinho.
O quintal do pai, em Santa Catarina, tinha alguns pés de laranja e ele decidiu vendê-las, carregando sacos até o centro da cidade. Começava uma ascensão meteórica e a corrida por um patrimônio hoje na casa dos R$ 17 bilhões. Suas galinhas, criadas soltas nas granjas e fazendas de grãos que possui no Centro-Oeste e Nordeste, hoje dão 7 milhões de ovos por dia.
Quando as férias chegavam a família ia para a praia, ele trocava a laranja por picolés. E passava algumas horas empurrando seu carrinho abastecendo as crianças como ele. Aos 16 anos, Ricardo, que pensava em seguir os passos de Américo Faria, o pai, foi fazer intercâmbio nos EUA para se preparar e cursar Medicina na volta.

Desistiu da carreira quando em terras americanas descobriu o potencial do agronegócio. “O Brasil tem três coisas fundamentais na área: terra, água e sol”, disse ele, em entrevista a um podcast especializado no assunto, em 2021. Ao retornar ao país, Ricardo prestou o vestibular para Engenharia Agrônoma.
Para dar conta das granjas e fazendas de grãos que possui no Centro-Oeste e Nordeste e sua casa de R$ 75 milhões, na Fazenda Boa Vista, em SP, ele tem dois jatos particulares. Empreendedor nato, Ricardo, de 49 anos, pai de dois filhos adolescentes, encara seus negócios como uma empesa familiar, na qual “o olho do dono engorda o gado”. No caso dele, as galinhas.
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