Afinal, o conteúdo de reunião ministerial
incrimina ou absolve Bolsonaro?
Juristas se dividem
Experientes criminalistas divergem sobre o impacto do conteúdo da reunião em que o presidente teria ameaçado interferir na Polícia Federal para supostamente proteger familiares e amigos de investigações.

Conduta delituosa
O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, aponta conduta delituosa, quando o presidente reclamou da falta de informações da PF e disse que não iria “esperar f… a minha família, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da Segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro!”, disse Bolsonaro.

Sem fatos novos no vídeo
Para Antônio Augusto Mayer dos Santos, especialista em direito eleitoral, os elementos não acrescentam fatos novos e se mostram insuficientes para um avanço à etapa de eventual denúncia contra Bolsonaro. “O conjunto geral me parece inalterado. Havia uma expectativa bombástica para o depoimento de Moro, o que não se confirmou. Ocorreu o mesmo agora com o vídeo.
Oposição quer impeachment
Esse é o primeiro pedido no qual partidos se juntam. Outros foram entregues, mas por iniciativas individuais de deputados. Dentre os partidos estão PT, PCdoB, PSOL, PCB, PCO, PSTU e UP e mais de 400 entidades e movimentos sociais. O documento acusa Bolsonaro de cometer crimes de responsabilidade, atentar contra a saúde pública e arriscar a vida da população pelo comportamento à frente da pandemia, dentre outros crimes. O crime de responsabilidade seria ao discursar contra o Supremo Tribunal Federal, ao convocar empresários para a “guerra contra governadores” e incitar a sublevação das Forças Armadas contra a democracia, além de pronunciamentos e atos durante a pandemia que configuram crimes contra a saúde pública.



