Brasília – DF – O Ministério dos Transportes resolveu mostrar os dentes para as empresas que não respeitam o valor mínimo do frete. O ministro Renan Filho anunciou nesta quarta-feira (18) que a fiscalização será pesada e quem andar fora da linha pode até ser suspenso. A medida é uma resposta direta à gritaria dos caminhoneiros, que já falam em cruzar os braços por causa do óleo diesel caro e do pagamento de fretes abaixo do que manda a lei.
Punição para o dono da carga
A grande novidade é que não é só o transportador que vai se dar mal. O “embarcador”, que é o dono da mercadoria, também será responsabilizado se contratar serviço barateado fora da tabela. O governo vai usar fiscalização eletrônica e presencial para pegar as irregularidades. Se a empresa for pega descumprindo o piso, pode ter o registro cancelado e ficar proibida de contratar fretes. Além disso, o Ministério prometeu divulgar uma lista com as empresas que mais desrespeitam a lei.
Diesel e especulação
O ministro afirmou que as autuações saltaram de 300 para 40 mil por mês, mas que agora o rigor será ainda maior. O governo federal defende que está havendo especulação no preço dos combustíveis por causa da guerra no exterior e, por isso, a Polícia Federal já abriu um inquérito para investigar os aumentos. Para tentar segurar a bronca, o presidente Lula já zerou os impostos federais (PIS/Cofins) do diesel e agora tenta convencer os governadores a baixarem o ICMS nos estados.
Caminhoneiros em alerta
A categoria reclama que a tabela do frete existe desde a grande greve de 2018, mas que, na prática, muitas empresas ignoram o valor mínimo para lucrar mais. Com o custo de vida subindo e o caminhão bebendo cada vez mais dinheiro na bomba, os motoristas avisam que não têm mais de onde tirar. O governo corre contra o tempo para fazer a fiscalização funcionar e evitar que o país pare de novo, como aconteceu anos atrás.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH / Ministério dos Transportes 🚛
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