
O diretor do Ministério da Saúde, general Ridauto Fernandes, classificou como perigoso o cenário de abastecimento de oxigênio medicinal no país.
Ele pediu que o Congresso e o Ministério da Saúde se empenhem em uma mudança legislativa com urgência, para que as grandes empresas não se recusem a abastecer carretas de envasadores que atendem principalmente cidades do interior.
“O cenário atual é perigoso, podendo levar ao desabastecimento de oxigênio em pequenos hospitais e municípios do interior em poucos dias”, disse ele.
“Temos carretas de produtores da Amazônia que estão esperando numa fábrica de oxigênio do interior do Maranhão. Já está com a carreta parada lá há dias, e não é abastecida. Temos envasadores do Paraná que chegam às fábricas também e não conseguem abastecer. Na hora que chega para envasar os cilindros, há muito mais cilindros para envasar, e ele não dá conta de envasar o que precisava. Aí o pequeno hospital fica com problemas”, explicou o general.
Para Fernandes, a solução é criar um dispositivo em lei que possibilite que as grandes produtoras recebam as carretas, e não as recusem. “Temos de criar uma ferramenta para que a indústria não possa recusar a carreta que chega para ser enchida. Embora seja um concorrente, alguém que vá receber aquele oxigênio e revendê-lo, no momento, não temos estrutura, o grande não consegue chegar à ponta da linha. Então dependemos das carretas que estão na mão dos pequenos, dos envasadores, para poder fazer chegar à ponta da linha. Se não chegar à ponta, nas Unidades de Pronto Atendimento e pequenos hospitais, teremos mais mortes”, avaliou. (Rádio Guaíba)



