
O valor é 27% superior ao anunciado no ano passado para o mesmo grupo
O anúncio foi dividido em duas etapas, com o primeiro dia focado no ramo empresarial, abrangendo médios e grandes produtores rurais, e o segundo dia destinado à agricultura familiar. O presidente Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participaram do lançamento em Brasília.
Os recursos do Plano Safra serão direcionados para o crédito rural, incluindo produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e outros grupos. O valor representa um aumento de 27% em relação ao financiamento anterior, com um aumento de 26% para custeio e comercialização, totalizando R$ 272,12 bilhões, e um aumento de 28% para investimentos, totalizando R$ 92,1 bilhões.
Dentro do valor total, R$ 186,4 bilhões serão destinados a taxas controladas, dos quais R$ 84,9 bilhões terão taxas não equalizadas e R$ 101,5 bilhões terão taxas equalizadas (subsidiadas). Além disso, R$ 177,8 bilhões serão destinados a taxas livres.
O Plano Safra também inclui incentivos à sustentabilidade, premiando produtores que adotam práticas agropecuárias sustentáveis. Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e os que adotam práticas consideradas mais sustentáveis terão redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio. A definição das práticas sustentáveis e a regulamentação de sua comprovação ocorrerão após o lançamento do Plano Safra.
Os produtores enquadrados no Pronamp terão taxas de juros de 8% ao ano para custeio e comercialização, enquanto os demais produtores terão taxa de 12% ao ano.
Para investimentos, as taxas variam entre 7% e 12,5% ao ano. As reduções na taxa de juros de custeio poderão ser cumulativas, chegando a uma redução de até 1 ponto percentual caso o produtor preencha os requisitos de sustentabilidade e análise do CAR.
O Plano Safra busca fomentar o setor agrícola e pecuário, proporcionando recursos e incentivos para o desenvolvimento sustentável e o aumento da produção no país.



