Grupo é investigado por roubar e torturar vítimas em encontros marcados por app LGBT+ em Porto Alegre

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As vítimas eram amarradas, sofriam diversos tipos de agressões e eram obrigadas a fazer transferências bancárias, de seus celulares, para a conta de um terceiro.

A polícia abriu ações contra um grupo que roubava e torturava vítimas em encontros marcados por meio de um aplicativo de relacionamento voltado à comunidade LGBT+. A ofensiva ocorreu em Porto Alegre, com a apreensão de 10 celulares em dois endereços. O grupo fez ao menos seis vítimas, que foram brutalmente agredidas e ameaçadas durante o suposto encontro.

A polícia acredita que o grupo tenha feito mais vítimas, que não procuraram polícia por medo ou vergonha. A ação faz parte de uma investigação que ainda está em andamento.

Na plataforma, mantinham um perfil de casal, de dois homens que diziam buscar encontros casuais. Eles começavam conversas com as vítimas e, depois, marcavam encontro na casa delas. Ao chegarem no local, anunciavam o assalto.

As vítimas eram amarradas, sofriam diversos tipos de agressões e eram obrigadas a fazer transferências bancárias, de seus celulares, para a conta de um terceiro. Em três casos, os criminosos causaram prejuízo de 30 mil. Eles também levavam eletrônicos e objetos de valor das casas.

Ofensas homofóbicas
A polícia acredita que o grupo tenha como foco pessoas da comunidade LGBT+ em razão de homofobia. Nos relatos, homens que foram vítimas afirmam também terem recebido ofensas homofóbicas durante a ação.

“Esse tipo de aplicativo, independente de ser voltado ao público LGBT+ ou não, traz uma facilidade de encontrar pessoas desconhecidas. Mas além disso também identificamos que há uma questão de intolerância, porque as vítimas relatam que ouviram xingamentos por sua orientação sexual. A questão do roubo está aliada à do preconceito”, avalia a delegada Andrea Mattos, para GZH.

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