

A corrida pelo governo gaúcho já tem um pré-candidato confirmado; é o senador Luis Carlos Heinze (PP). “Só que nos bastidores há um movimento para fazer de Onyx Lorenzoni (DEM) o candidato único do bolsonarismo no Estado. A lógica é de que Heinze e Onyx dividem a mesma fatia do eleitorado e, se os dois forem candidatos, correm o risco de um anular o outro”, diz a jornalista Rosane de Oliveira, de Zero Hora. O fato que expôs essa movimentação foi a manifestação da deputada Silvana Covatti (PP) ao colocar seu nome à disposição do partido para concorrer.
Chamado de “curinga” por Bolsonaro, o ministro que assumirá seu quarto posto em menos de três anos, ganhou um ministério eleitoralmente potente, com orçamento bilionário, cargos e poder político. Sua candidatura a governador, no entanto, depende do que o DEM fará na eleição presidencial. Se o partido tiver outro candidato que não seja Bolsonaro, Onyx precisaria procurar outra sigla.
Nessa articulação, Bolsonaro ofereceria a Heinze a vaga de ministro da Agricultura, já que Tereza Cristina sairá em abril para ser candidata. No entanto, falta combinar com o PP gaúcho (que não abre mão da candidatura própria) e com o senador. As feridas de 2018, quando ele foi obrigado a desistir do Piratini quando a então senadora Ana Amélia Lemos aceitou concorrer a vice de Geraldo Alckmin, ainda não cicatrizaram. (Artigo de Rosane de Oliveira – sintetizado)



