
As escolas e os professores estão incorporando o ChatGPT às dinâmicas de sala de aula, explorando suas potencialidades e incentivando o uso responsável.
O uso do ChatGPT nas dinâmicas da sala de aula já está sendo incorporado por escolas e professores gaúchos. Essa ferramenta tem encantado e assustado especialistas de diferentes áreas.
Em Novo Hamburgo, a professora Daiana Campani utiliza o ChatGPT em suas aulas de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Ela apresentou a ferramenta aos alunos, realizando diferentes atividades, como a geração de textos sobre a própria escola e a produção de poemas dadaístas. Os estudantes perceberam as potencialidades e os desafios da ferramenta, compreendendo a importância da cautela.
Em Porto Alegre, a professora Tatiane Reis desenvolveu projetos que envolvem inteligência artificial. Ela utiliza metodologias ágeis e jogos para motivar os alunos, e o ChatGPT foi uma das ferramentas tecnológicas utilizadas na criação de um jogo chamado “Escola dos Orixás”. Os alunos estudaram sobre inteligência artificial, discutiram sua aplicação e compreenderam que o uso da IA está relacionado às perguntas feitas.
No Colégio Israelita Brasileiro, houve um estudo comparativo de aprendizagem em duas situações de avaliação: a tradicional, sem acesso a materiais de apoio, e o exame de internet aberta, permitindo o uso do ChatGPT. A hipótese é que, mesmo com acesso à ferramenta, os estudantes só terão um bom desempenho se tiverem conhecimento prévio das aulas e souberem fazer as perguntas adequadas ao sistema. O estudo visa ensinar a metodologia aos professores e avaliar como os estudantes retêm a aprendizagem em cada tipo de avaliação.

Embora os resultados formais do estudo ainda não tenham sido divulgados, os participantes observaram que os alunos consideraram o exame com o novo método mais trabalhoso, pois demanda mais pesquisas, verificação de informações e curadoria de conteúdo. Essas habilidades são cada vez mais importantes na vida adulta.
No processo de avaliação, são considerados critérios como a diversidade de fontes de informação utilizadas, a expressão da aprendizagem independente e compreensão do conteúdo, a criatividade e análise crítica dos alunos, a clareza e organização do texto, e a capacidade de resolver problemas e oferecer respostas personalizadas.
GZH



