
Ele conta que a primeira tentativa de chegar a Ceuta foi na manhã de terça(18). Alcançou a cerca, mas voltou para Castillejos, cidade no norte de Marrocos. No mesmo dia à noite ele tentou uma segunda vez e conseguiu nadar até Ceuta.
“Mas os guardas me pegaram e me colocaram em um centro, onde passei a noite. No dia seguinte, deram-me uma toalha e uns biscoitos e me mandaram de volta a Castillejos”. Poucas horas depois, ele teve a ideia de amarrar as garrafas ao corpo para atravessar o mar. “Levei as garrafas para não me cansar de nadar. Desta vez, depois que me pegaram, um soldado me acompanhou caminhando em direção à fronteira com o Marrocos” contou.
Aschraf afirmou que seu sonho é ir para a Espanha “para poder ajudar minha família primeiro e estudar para realizar meu futuro”. Aschraf saiu de casa um dia em fevereiro, ao amanhecer. “Apresentei queixa na esquadra”, diz Miluda, a sua nova mãe adotiva. “Mas não tive notícias dele durante todo este tempo, até ver a sua foto. Eu pensei que ele estivesse morto. Mas depois eu vi o vídeo onde aparece com as garrafas e fiquei muito feliz”, disse ela ao jornal.
Após sua história vir a público, duas ONGs locais prometeram a Aschraf um lugar para que ele possa morar perto da família e auxílio financeiro para os estudos e para aprender uma profissão. Por enquanto ele está se dedicando ao ofício de cabeleireiro. (UOL)




