
Rio de Janeiro – A polícia interditou uma das clínicas psiquiátricas em Petrópolis, onde, segundo investigadores, a idosa Maria Aparecida Paiva foi internada à força, como parte de um plano da própria filha e genro. Segundo a polícia, o local é investigado por ter sido usado para prática do crime de sequestro qualificado.
Segundo as investigações, o casal tinha o objetivo de desqualificar a vítima para ficar com parte da pensão dela.
A mulher que foi internada e sequestrada à força, segundo a polícia, pela filha e o genro também acredita que o crime foi motivado por questões financeiras.
O delegado Felipe Santoro, responsável pela investigação, explicou que também vai apurar a conduta dos médicos que atenderam Maria Aparecida.
A médica Aline Cristina Correia, que assinou o laudo para a internação da vítima, atestou que Maria tinha apresentado quadro depressivo grave e recorrente e delírio, mas nada disso foi confirmado. A médica e o diretor da Clínica Revitalis serão intimados a depor.
Como motivos para a internação, Maria diz que a filha ficou com raiva porque ela denunciou que estava maltratando os netos. Além disso, ela vê uma questão financeira: “Tem questão financeira envolvida também, porque ela tem medo de perder a pensão do filho dela e se essa denúncia vai pro processo ela perde, porque o pai está pedindo a guarda do filho”, acrescentou.
Ficha policial da filha
A mulher presa com o companheiro sob a suspeita de sequestrar e internar a mãe à força em uma clínica psiquiátrica tem uma extensa ficha policial.
Patrícia de Paiva Reis responde a cinco processos por calúnica, estelionato, extorsão e furto em veículo, entre 2019 e 2020.
Ela também é investigadada em dois processos, nas delegacias do Catete e do Leblon, sob suspeita de falsas acusações contra ex-namorados enquadrados na Lei Maria da Penha.
Um deles foi exposto em uma rede social de Patrícia em uma campanha contra a violência doméstica. A polícia, entretanto, suspeita que as acusações sejam inverídicas e que Patrícia chegava a enviar cartas para si mesma como se fosse de ex-companheiros descumprindo medidas protetivas.
Além disso, Patrícia já tinha tentado internar a mãe, pelo Samu, em 27 de janeiro. Mas o plano não deu certo. A equipe não constatou nada de errado com Maria Aparecida. (g1)



