
A paisagem cada vez mais seca não ocorre à toa. No segundo semestre de 2022, a chuva foi por demais irregular e insuficiente no Sul do Estado. Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia, na estação de Santa Vitória do Palmar choveu da média de 582 mm um total de 508 mm, ou seja, 87% da climatologia.
Ocorre que a instabilidade se deu em curtos períodos e foram poucos episódios em que a chuva ocorreu por vários dias seguidos. Portanto, apesar dos totais comparados a média não serem tão baixos a distribuição da chuva é a responsável pelo cenário que se tem hoje.
O que ocorre é que, após um período de tempo seco de 5 a 7 dias, precipitação de tão-somente 5 mm a 10 mm rapidamente se perde por evapotranspiração. Nos meses de verão, com o calor, é ainda pior porque a taxa de evapotranspiração é maior e a demanda hídrica aumenta.
A escassez de precipitação não ocorre só no extremo Sul da região. Em Jaguarão, desde agosto, os acumulados mensais não alcançam sequer 100 mm. Além disso, houve uma piora significativa desde outubro com registro mensal de 55 mm em outubro, 58 mm e 12 mm em dezembro, ou seja, choveu apenas 125 mm enquanto que a média do último trimestre do ano é de 415 mm. Neste janeiro, até agora, choveu míseros 21 mm.
*fonte: MetSul



