
Um estudo realizado pelo aplicativo Gringo em parceria com o Centro de Liderança Pública revelou que as mortes em acidentes de trânsito custam cerca de R$ 20 bilhões por ano ao Brasil. Entre 2012 e 2020, as perdas de vidas resultaram em um custo total de R$ 180 bilhões, com uma média de R$ 536 mil reais por óbito. No entanto, a tendência de mortes está em queda.
Os motociclistas são uma das principais vítimas de acidentes de trânsito, sendo fundamental o uso do capacete para evitar lesões e óbitos. A imprudência de motoristas, motociclistas e pedestres no trânsito é um problema grave, e a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Maio Amarelo para conscientizar sobre os perigos no trânsito.
Segundo o estudo, o impacto financeiro dos acidentes leva em consideração a sobrevida esperada das vítimas e a trajetória de renda privada esperada. A pesquisa também aponta que os acidentes de trânsito são a sétima principal causa de morte em países de baixa renda e a décima em países de classe média-baixa, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde.
Apesar disso, o Brasil tem conseguido reduzir a quantidade de mortes no trânsito ao longo dos anos. Políticas públicas, campanhas educativas e medidas como a tolerância zero ao álcool na direção têm contribuído para essa tendência de queda. A pandemia também teve um impacto na redução das mortes no trânsito, devido às restrições de mobilidade.

O estudo destaca que os homens têm quatro vezes mais chances de perderem a vida no trânsito do que as mulheres. Além disso, são apresentados os municípios brasileiros com maior e menor taxa de mortalidade no trânsito, assim como os estados com maior incidência de mortes e internações relacionadas a acidentes.
Para reduzir a mortalidade no trânsito, a OMS destaca a importância de respeitar os limites de velocidade, evitar dirigir sob a influência de álcool ou substâncias psicoativas, utilizar capacetes corretamente, utilizar cinto de segurança e garantir que crianças estejam adequadamente protegidas em cadeirinhas infantis.
Além do comportamento dos usuários da via, a falta de conservação e falhas no projeto das estradas também contribuem para acidentes, como a ausência de iluminação adequada, passarelas para pedestres e asfalto danificado.
Fonte: Carros.ig



