Este é primeiro dia da presidência de Dina Boluarte, que pediu uma trégua à oposição para tentar superar a crise institucional

A incerteza domina o Peru no primeiro dia da presidência de Dina Boluarte, que pediu uma trégua à oposição para tentar superar a crise institucional após a fulminante destituição e detenção de Pedro Castillo por uma tentativa frustrada de golpe de Estado.
A advogada de 60 anos, vice-presidente até quarta-feira (7), terá que formar seu primeiro gabinete ministerial, o que permitirá sentir o pulso da orientação de seu governo e vislumbrar as possibilidades de sobreviver à tempestade política no parlamento.
Após uma sucessão de anúncios que abalaram as instituições do Peru em poucas horas, Boluarte tomou posse como a primeira mulher presidente do país e deixou claro que aspira cumprir o restante do mandato, até julho de 2026.
O Peru viveu na quarta-feira horas de suspense que terminaram com Castillo detido à noite em uma base da polícia no leste de Lima, acusado em flagrante pelo crime de rebelião. Horas antes de o Congresso debater a terceira tentativa de remover Castillo do poder em 16 meses, ele anunciou que era alvo de “um ataque sem quartel” por parte do parlamento, anunciou a dissolução do Congresso e um toque de recolher.
O agora ex-presidente pretendia governar por decreto. As Forças Armadas e a polícia, no entanto, não o apoiaram. O Congresso ignorou seu anúncio e seguiu com o processo de destituição.
Desde que assumiu a presidência, em julho de 2021, Castillo viveu sob pressão do Congresso e do Ministério Público, que o acusa de comandar uma suposta “organização criminosa” que distribui contratos públicos em troca de dinheiro.
A destituição do esquerdista, que tinha um índice de rejeição de 70% nas pesquisas mais recentes, foi aprovada por 101 votos de um total de 130 congressistas. (Zero Hora)



