Deputado Luis Augusto Lara (PTB) foi favorecido pelo uso da máquina pública em Bagé durante a eleição. Esta foi a primeira vez que o Tribunal cassa o mandato de um presidente da Assembleia no exercício do cargo.
O deputado e o irmão, o prefeito afastado Divaldo Lara (PTB), ainda foram condenados a pagar de 60 mil cada um e perderam os direitos políticos até 2026. Eles foram acusados de abuso de poder econômico, abuso de poder político e dos meios de comunicação na campanha que conduziu Lara ao sexto mandato de deputado. (Ainda cabe recurso)
Turno único e jantar para
favorecer o candidato
Divaldo decretou turno único na prefeitura para que os servidores atuassem na campanha do irmão e a antecipou o 13º salário para forçar a compra de convites para jantar de arrecadação de fundos para o candidato. Pelo menos 258 servidores compraram convites a 250 reais cada. O jantar teria contribuído com 22% da receita total de campanha.
Contraponto
Advogado de Lara, Antonio Augusto Mayer dos Santos, contestou, salientando que Lara não precisaria dos votos em Bagé para se eleger. “Ele fez 20.836 votos naquela cidade, menos do que na eleição anterior, quando lá havia feito 26.736 votos. Ou seja, perdeu 6 mil votos. Lara teve 56.396 votos. Se subtrairmos todos os votos obtidos em Bagé, restariam 35.560 votos. Mesmo assim ele teria sido eleito. (Fonte: Zero Hora)



