(por Ruy Gessinger – comunicador e juiz aposentado)
O presidente da gloriosa Anatel decretou que terminou a era da internet ilimitada. É um “visionário”.
Faço algumas perguntas, responda quem souber (perguntar não ofende, já diziam):
1) Quando surgiu o Napster, toda a indústria fonográfica se voltou contra. Qual foi o resultado? Conseguiram extinguir a troca gratuita de músicas e conteúdo em MP3?
2) O que pode acontecer com o WhatsApp ou Skype se um dia inventassem de limitar as chamadas de voz por tempo?
3) Como seria se o Google começasse a limitar o número de buscas que o usuário pode fazer dentro do mês? Ou o YouTube limitar o número de vídeos?
Claro, como estamos falando de Brasil, coisas como a obrigatoriedade do extintor classe ABC, ou o tal kit de primeiros socorros, acontecem. Por um tempo, depois desaparecem. Pode ser que, por um período, tenhamos que conviver com limite de dados.
Mas a longo prazo, a única coisa que vai acontecer, caso seja permitido limitar o consumo de dados nos planos, é a entrada de novos provedores concorrentes com planos ilimitados a preço acessível. Com a palavra, a Netflix.
Um abraço a todos!


