
Uma mulher e um homem foram indiciados pela morte e ocultação do corpo de Letícia Torquato Pereira, 15 anos, ocorrida em 2020
Letícia Torquato Pereira, 15 anos, saiu da casa dos avós em Porto Alegre, para ir até a Usina do Gasômetro. Lá se iniciaria a angústia da família, sem notícias do paradeiro dela. Um ano e oito meses depois, a investigação oncluiu que o sumiço da garota esconde um crime. Dois suspeitos foram indiciados pelo assassinato da adolescente e se tornaram réus por homicídio e ocultação de cadáver.
A apuração do caso aponta que Letícia teria passado os últimos dias de vida acompanhada de duas pessoas, pelas quais também teria sido morta. Ana Cristina Araújo da Rosa, 55 anos, e Jonatha Comeli Fontans, 20, foram indiciados. Os dois negam.
A mulher foi presa ainda em abril. O homem chegou a ser detido, mas na semana passada recebeu o direito de responder em liberdade.
O corpo da garota não chegou a ser encontrado durante a apuração. A delegada Sabrina Dóris Teixeira afirma que, mesmo sem a localização do cadáver, foi possível concluir que a adolescente foi assassinada por ciúme.
“No dia em que desapareceu, Letícia estava no Centro, acompanhada de um rapaz, quando foi abordada pelos investigados, que passaram de carro. Nesse dia, essa mulher (Ana Cristina) agrediu a Letícia porque ela estava tendo um envolvimento afetivo, pode-se dizer, com um ex-namorado dessa mulher.
Segundo a investigação, Fontans já conhecia a adolescente desde criança, por morarem próximos. Em 2020, precisou deixar o local onde residia, e por intermédio de uma amiga teria conhecido Ana Cristina em agosto e ido morar na casa dela, em Cachoeirinha. O sumiço de Letícia aconteceu em 18 de setembro de 2020, numa tarde em que ela disse à avó que iria até a Usina do Gasômetro. (Zero Hora)



