Depois de se dividir entre esquerda e direita, uma nova discussão entra em cena: há os que defendem o maior isolamento social possível e quem pede o confinamento exclusivo de grupos de risco para permitir a reabertura de empresas e evitar um tombo ainda maior da economia.
Isolamento horizontal
A população em geral deve evitar sair de casa. Escolas, negócios e serviços não essenciais são fechados. Eventos públicos são proibidos para reduzir o contágio.
Objetivo
Reduzir o contágio. Isso diminui o número de pessoas que ficam doentes ao mesmo tempo.
Prós
É a medida mais garantida para enfrentar um vírus e desafogar os sistemas de saúde. Ainda há dúvidas sobre o grau de contágio.
Contras
O impacto sobre a economia é significativo, já que a estratégia mantém empresas fechadas e reduz o consumo.
Onde foi utilizado
Alemanha, Argentina, Bélgica, França, Espanha e Índia decidiram fechar escolas, comércios e manter as pessoas em casa. A China aplicou essa estratégia com sucesso.
Isolamento vertical
Apenas pessoas mais vulneráveis são isoladas. Idosos, pessoas com outras doenças ou com baixa imunidade. Situações de grande aglomeração podem ser restringidas, mas escolas, comércios e serviços podem funcionar. (Artes: Zero Hora)
Objetivo
Focar a proteção nos grupos mais suscetíveis a complicações do coronavírus, permitindo que o resto da população retome as atividades. A intenção é deixar o vírus circular mais entre a população sob menos risco, o que aumenta a imunidade coletiva.
Prós
Ao contaminar pessoas menos suscetíveis, aumentaria a “imunidade de rebanho”, pessoas que passariam a não contrair ou transmitir o vírus. Com um percentual maior de pessoas imunizadas, haveria menos risco de uma segunda onda do vírus.
O impacto é menor do que no isolamento horizontal.
Contras
Para se criar a “imunidade de rebanho” seria necessário que pelo menos 60% da população fosse infectada, o que poderia levar a um número elevado de internações de pessoas vulneráveis. Um terço dos brasileiros, por exemplo, têm doenças crônicas.
A Inglaterra cogitou seguir esse modelo, mas desistiu após estimativas de que o número de contaminações, internações e mortes poderia ser muito elevado. 510 mil britânicos poderiam morrer
Onde foi utilizado
A Itália, quando registrava 17 mortos, optou por não restringir a circulação para não prejudicar a economia. Abriu mão dessa estratégia depois que o número de casos e mortes passou a aumentar muito. Na sexta-feira (27), já superava 9 mil mortos. A Coreia conseguiu bons resultados.
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