
O Ministério Público denunciou dois agentes por corrupção passiva. Eles já foram servidores da prefeitura de Itaqui, na fronteira com a Argentina. Conforme o promotor Vitor Hugo Chiuzuli, a dupla vendia sepulturas do cemitério. Agora, a Justiça proibiu os réus de acessarem o cemitério e os afastou de seus cargos. A investigação aponta que o crime ocorria desde 2010.
Os denunciados viam se utilizando os cargos públicos para prática de crimes contra a Administração Pública. O promotor explica que, em abril de 2019, por exemplo, os denunciados aproveitaram que um pai tinha que retirar os restos mortais de seu filho do jazigo municipal para levar a outro local, e ofereceram novos espaços por 200 e 400 reais.
Golpe e desrespeito aos mortos
“É inestimável o prejuízo causado por pessoas que se imiscuíram no serviço público, trabalhando como donos dos bens públicos e dispondo para terceiros mediante cobrança e, ainda por cima, apropriando-se de dinheiro e bens públicos. A situação exige uma resposta à população de Itaqui, especialmente quando se está tratando de prática que viola, inclusive, o respeito aos mortos e explora a fragilidade emocional das pessoas e o interesse em preservar a memória de entes queridos”, argumenta o promotor.



